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Agência Minas Gerais | Governo de Minas leva vacinação contra sarampo e febre amarela ao Aeroporto de Confins no pré-Carnaval

Folia combina com prevenção e cuidado com a saúde. Até o dia 29/1, cerca de 3 mil pessoas devem ser vacinadas contra o sarampo e a febre amarela no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins.

A ação é realizada pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), em parceria com as prefeituras de Confins e Lagoa Santa, e com BH Airport, concessionária responsável pela administração do terminal.

A iniciativa antecipa a proteção de quem vai viajar, trabalhar ou circular por um dos principais pontos de entrada e saída do estado, que recebe em média cerca de 40 mil passageiros por dia e abriga uma comunidade aeroportuária de aproximadamente 8 mil trabalhadores no período que antecede o Carnaval 2026.

O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, explicou a estratégia de levar a vacinação para o aeroporto para ampliar as coberturas e reduzir riscos. “Estamos aproveitando um ambiente de grande circulação para reforçar a proteção da população. A melhor forma de evitar que vírus como o sarampo e a febre amarela se espalhem é garantir que as pessoas estejam vacinadas”.

A mobilização integra a estratégia “Vem Mineirizar com Saúde”, que reúne informação, prevenção e serviços para reduzir riscos sanitários em eventos de grande porte, como o Carnaval de Belo Horizonte, das cidades históricas e dos polos turísticos de Minas Gerais.

Vacinação no terminal

A ação ocorre em dois pontos do terminal áereo, com um posto fixo no fraldário do andar térreo, próximo ao Desembarque 1, e um vacimóvel na área externa do Desembarque 2, o que facilita o acesso de passageiros, acompanhantes e trabalhadores.

Para receber a dose, basta apresentar um documento de identidade. O cartão de vacinação não é obrigatório, mas ajuda na conferência do histórico.

Para o gestor de Operações, Segurança e Experiência do Passageiro do aeroporto, Fabiano Reis, a iniciativa amplia a segurança de quem passa pelo terminal. “Recebemos milhares de passageiros todos os dias e temos uma grande comunidade de trabalhadores. Ter pontos de vacinação dentro do aeroporto fortalece a proteção de todos que circulam por aqui”, destacou Reis.

Quem aproveitou a oportunidade foi a analista comercial do aeroporto, Marcela Falcão, que se vacinou contra o sarampo durante a ação. “Ficamos sabendo da campanha aqui no BH Airport e eu já aproveitei para me vacinar. Foi rápido, fácil e muito prático. É uma chance ótima para quem trabalha ou está viajando”, contou.

Além da vacinação, a iniciativa está alinhada à nova edição da cartilha “Vem Mineirizar com Saúde”, que será lançada na próxima semana, com orientações sobre hidratação, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis, dengue, vacinação, alimentação, proteção solar e uso consciente dos serviços de saúde durante o período de folia.

Quem deve se vacinar

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida pelo ar e pelo contato direto, especialmente em ambientes fechados e com grande circulação de pessoas, como aeroportos. A febre amarela é uma doença viral grave transmitida por mosquitos, com maior risco de ocorrência entre dezembro e maio.

Em Minas Gerais, dados parciais de 2025 indicam cobertura de 96,55% da primeira dose da tríplice viral e de 87,36% da segunda dose. Para a febre amarela, a cobertura vacinal acumulada no estado chegou a 84%.

A vacina contra o sarampo é oferecida gratuitamente pelo SUS por meio da tríplice viral. Devem se vacinar crianças a partir de 12 meses, pessoas de 5 a 29 anos com esquema incompleto, adultos de 30 a 59 anos não vacinados e trabalhadores da saúde sem esquema completo.

Para a febre amarela, o esquema é de dose única ao longo da vida. Pessoas vacinadas antes dos cinco anos devem receber uma dose de reforço. A vacina é contraindicada para crianças menores de seis meses, gestantes, pessoas com imunodeficiência grave, em tratamento oncológico, transplantados e pessoas com histórico de reação alérgica grave. Idosos que nunca foram vacinados devem passar por avaliação médica antes da imunização.

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